
Qual a importância de aceitar a própria morte?
Sabemos que a única certeza desta vida é a sua finitude, porém ainda assim insistimos constantemente em negá-la.
Vivemos diariamente como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Vivemos como se nada nunca fosse nos acometer ou, pior, como se fossemos viver para toda a eternidade.
O que você faria se soubesse o dia da sua morte? Se a resposta for algo diferente do que vem fazendo, precisamos conversar.
Viver uma vida que vale a pena ser vivida é viver uma vida que tenha sentido com o que você acredita. O propósito é individual e particular, porém deveria ser universalmente venerado.
Entendo que pode ser difícil se colocar de imediato onde sente que pertence, então começaremos pelo início: sair de onde não pertence mais. Se permitir morrer.
A morte, de forma simbólica, trás a renovação que muitas vezes precisamos para que o novo possa vir a se manifestar. Não conseguimos resultados diferentes se nos ocupamos diariamente com os mesmos padrões e relações disfuncionais. Precisamos entender que assim como ciclos se iniciam, eles também podem (e devem) finalizar.
Se permitir morrer é aceitar que tudo tem o seu tempo. É entender que para alçar voos mais longos, não podemos olhar para trás. O que ficou tem a sua importância, o que não significa que não devemos reconhecer o seu valor, porém arrastá-lo conosco é aceitar a nossa própria estagnação.
Não existe ser humano saudável em cárcere. Não existe liberdade sem movimento. Não existe vida sem a morte.
Morra e renasça quantas vezes for necessário.
Viva a sua vida.